Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87
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Cotidiano em reflexões espíritas

setembro/2014 - Por Maria Helena Marcon

Para esses dias, em que, por vezes, a impressão que se tem é de que a criatura perdeu o endereço de Deus, amarfanhando a própria alma em complexos e esdrúxulos comportamentos; nesses dias de tantas dores se sucedendo no mundo, de descomprometimentos de toda sorte, textos que chegam propondo reflexões e apontando diretrizes, se fazem de ímpar oportunidade.

Esta é a obra que Sandra Borba Pereira, com sua experiência de esposa, mãe, educadora, espírita, nos oferece, permitindo-nos um passeio pelas alamedas do bem, do compromisso, da contribuição preciosa para o mundo melhor.

Alguns dos textos que ora compõem o presente livro foram, oportunamente, publicados na imprensa espírita, em jornais e revistas, como o Jornal Mundo Espírita (Federação Espírita do Paraná), Reformador (Federação Espírita Brasileira), entre outros, compondo agora um único feixe à disposição do leitor.

Estes são parágrafos do Prefácio, de lavra da Diretoria Executiva da FEP, que editou a obra e a disponibilizou ao público em agosto deste ano.

A autora, Sandra Maria Borba Pereira, é professora de Fundamentos da Educação, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Com larga folha de serviço espírita em terras potiguares e no Movimento Espírita Nacional, já desenvolveu no Paraná várias atividades, coordenando Encontros Estaduais de Coordenadores de Juventudes Espíritas e participado como conferencista nas Conferências Estaduais Espíritas e eventos outros, da Federativa paranaense.

Na Apresentação do livro, assim se expressa a autora: O Espiritismo é uma ferramenta de compreensão da vida. Ele nos auxilia a ampliar as vistas sobre a imortalidade da alma, a justiça divina, o intercâmbio mediúnico, dentre outros assuntos. Igualmente, nos fornece conceitos que nos possibilitam entender o mundo das relações sociais onde agimos e vivenciamos as leis morais.

(…) desejamos provocar reflexões que, de alguma forma, possam contribuir para o entendimento acerca de questões da vida cotidiana, à luz dos princípios espíritas, de modo a que possamos enfrentá-la com mais sabedoria.

É com este propósito que o livro foi concebido e incita o leitor à reflexão. O capítulo Um deus dentro de nós é um verdadeiro convite a trabalharmos a autoestima, servindo-nos da oração, meditação, do encontro com o outro, perseverança na obra do bem, no exercício da compreensão, com verdadeiro entusiasmo.

Em A constância do Sábio, enquanto apresenta a conduta estoica perante as ofensas e insultos leves, diríamos, quase tolices, por vezes, ela homenageia o proceder do orador espírita baiano Divaldo Pereira Franco, que enfrenta ofensas grandes e pequenas com ânimo, energia, paciência e grandeza d´alma, o que ela denomina de atitude de homem sábio ou bem próximo da sabedoria.

Leva-nos a refletir, na qualidade de espíritas, em como nos estamos comportando, em termos de perseverança, serviço, confiança mas, sobretudo, o que temos semeado em nossas relações sociomorais, alertando-nos para o fato de que sonos os artífices de nosso próprio destino. Enfatiza, de forma apropriada com o título do próprio capítulo: Criando uma rede de problemas… ou de soluções.

Enaltecendo O trabalhador e o trabalho, lembra: Ao longo desses anos de militância no Movimento Espírita, temos ouvido falar de trabalhador-promessa e de trabalhador-desertor, em suas tarefas. Mas, o Movimento prossegue com as casas espíritas abertas para atender à multidão dos necessitados. É nessa hora que surgem os trabalhadores-tarefeiros, desejosos e dispostos a servir, ainda que não sejam os que apresentam as melhores condições ou o perfil mais apropriado às tarefas, para as quais foram convidados. São os trabalhadores esforçados, dedicados, mesmo sem todas as credenciais, que outros apresentam, mas que se esquivam do compromisso com a Causa.

É de nos indagarmos, após a atenta leitura: Que tipo de trabalhadores somos nós? Como nos qualificamos?

O derradeiro capítulo, de número 21, se refere ao Natal de Jesus e a Pedagogia do Evangelho e, assim conclui a obra de cento e quarenta e sete páginas:

Podemos aduzir que a obra pedagógica de Jesus, entre nós, começou com a lição da manjedoura, estendeu-se por todo Seu messianato e teve como aula magna a crucificação no Gólgota, num exemplo constante de Amor Incondicional.

Quando evocamos, de modo mais intenso, a figura de Jesus, por ocasião do Natal, lembremos que, de fato, Ele é um presente do Amor de Deus às criaturas humanas. Como se agradece um presente? Nesse caso, só através da caminhada em busca desse Amor em nós, pelo processo da autoeducação, na vivência dos valores cristãos, sintetizados na justiça, no amor e na caridade, poderemos dizer: Graças Te damos, ó Deus, pelo presente que nos enviaste, Teu Filho Jesus.

Portanto, caro leitor, nestes dias de comemorações natalinas, tantas vezes só mundanas, lembre que pode e deve se confraternizar com familiares e amigos, mas… não esqueça do Aniversariante que só quer de nós o presente da nossa própria felicidade, construída a partir do nosso esforço de união definitiva com Ele.

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