Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

Cosme Massi realiza Seminário sobre a Ética das Virtudes

julho/2007

No dia 27 de maio, o orador espírita Cosme Massi coordenou o Seminário “Sobre a Ética das Virtudes”, no Teatro da FEP. O evento atraiu público de aproximadamente 430 pessoas que lotaram o local.

Cosme apresentou as três principais filosofias éticas que surgiram na História da Humanidade: a Deontológica, a Utilitarista e a das Virtudes. A primeira delas – também denominada “Ética do Dever” – propõe a formulação de leis universais e racionais que devem ser seguidas como princípios para uma atitude correta. Podem ser classificadas desta forma as propostas de Immanuel Kant, filósofo alemão do século 18, assim como os Dez Mandamentos recebidos por Moisés. É representativo desta corrente o enunciado “os fins não justificam os meios”.

A abordagem Utilitarista afirma que uma ação moral é aquela que tem melhores consequências para todos os envolvidos. Esta transformação na maneira de se pensar a moral teve início com David Hume, filósofo inglês do século 18, mas ganhou formulações definitivas com os filósofos Jeremy Bentham e John Stuart Mill, no século 19. Mill estabeleceu o Princípio da Maior Felicidade, segundo o qual deveríamos pautar a nossa conduta pelo caminho que promoverá maior quantidade de felicidade para o maior número de pessoas envolvidas.

A terceira abordagem ética, que serviu de tema ao Seminário, possui um foco bem diferente das demais. A Ética das Virtudes tem seus argumentos identificados em pensadores antigos, principalmente Aristóteles, Sócrates e Platão.

Estes filósofos se perguntaram “O que é ser bom para o homem?” e chegaram à resposta: “É uma atividade da alma em conformidade com a virtude”.

Por isso, o foco desta compreensão está no que torna alguém uma pessoa possuidora de virtudes.

“As virtudes possuem algumas características”, diz Cosme, citando Aristóteles. “Elas devem ser habituais, ou seja, não devem ser manifestadas apenas ocasionalmente ou no momento de tirar proveito próprio. Nascem do caráter e são boas para todas as pessoas possuírem, como a autodisciplina, amizade, generosidade, justiça, moderação, paciência… A virtude é também sempre um equilíbrio entre dois extremos – o exagero e a falta da virtude”.

Cosme explica que podemos definir a generosidade, por exemplo, como “a disposição em gastar seus recursos para ajudar os outros”. Mas, isto ficará mais claro quando a situemos no meio termo entre alguém egoísta (falta de generosidade) e alguém que distribui seus recursos indiscriminadamente (excesso de generosidade).

Após definir este panorama de abordagens sobre o tema, Cosme aprofundou a análise sobre duas virtudes: a Humildade e a Tolerância.

 

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