Jornal Mundo Espírita

Outubro de 2020 Número 1635 Ano 88
Notícias das URES Envie para um amigo Imprimir

Compromisso doutrinário da FEP

outubro/2020 - Por Marco Antonio Negrão

Esse compromisso tem raízes históricas. Em ata de 31 de janeiro de 1904, encontramos que o tesoureiro da FEP, Domingos Greca propõe à diretoria a emissão de 200 ações no valor de 2$000 (dois mil réis) cada uma para que sejam aplicadas na compra de livros para a criação de uma biblioteca.

Em 28 de fevereiro de 1904, a ata da reunião de diretoria informa que foi enviado à FEP o livro Ditados Espontâneos, escrito por Martha Hoffmann. De imediato, foi criada uma comissão para sua análise, sendo membros Alfredo A. da Silva e Domingos Duarte Veloso, vice-presidente.

Na reunião seguinte, de 27 de março, a comissão apresenta seu parecer: O livro não deve ser divulgado pela Federação por estar eivado de erros não só na gramática como na doutrina. A votação foi unânime, constando as assinaturas de Sebastião Paraná, presidente (http://www.feparana.com.br/topico/?topico=579) e Benedicto Vianna, secretário.

Registramos essas ações, tomadas há 116 anos, que demonstram a preocupação doutrinária dos pioneiros com o que seria oferecido ao público. Atualmente, pela importância de  que se reveste a questão, a Federação Espírita Brasileira, através do Conselho Federativo Nacional, incluiu no Plano de Trabalho para o Movimento Espírita Brasileiro – 2018-2022, a Diretriz 8 – Promoção do livro espírita como elemento essencial ao cumprimento da missão do Espiritismo, na qual, além da preocupação com a sustentabilidade financeira dos Centros Espíritas, como um negócio de administração (Obras Póstumas/Allan Kardec/ Constituição do Espiritismo/item IX), também tem como premissa a adequação doutrinária dos livros que são disponibilizados nas suas livrarias e bibliotecas. Tudo visando a pureza doutrinária, que corrobora o conceito de Unificação.

Assine a versão impressa
Leia também