Jornal Mundo Espírita

Abril de 2021 Número 1641 Ano 89

Ciclos

março/2021 - Por Cezar Braga Said

A vida tem sons que pra gente ouvir
Precisa aprender a começar de novo
É como tocar o mesmo violão
E nele compor uma nova canção
Tavito/ Ney Azambuja/ Paulo S. Valle

A vida é feita de ciclos que se abrem e se fecham o tempo inteiro:

Nascer e morrer.

Dia e noite.

Estações que se sucedem.

Relações que começam e terminam.

Menstruação e menopausa.

Emprego e aposentadoria.

Saúde e enfermidade.

Gestação e parto.

Plantação e colheita.

Crescimento e poda.

Tratamento e cura.

Viagens e retornos.

Flores e frutos.

Chuva e estiagem.

Anos, séculos e milênios.

Lagarta e borboleta.

Juventude e velhice.

Ignorância e conhecimento.

Precisamos entendê-los, aceitá-los e também promovê-los, pois, resistir a eles é prolongar sofrimentos, dificultar mudanças, apegar-nos ao que precisamos deixar partir.

Fechar um ciclo não é exclusivamente virar a página do que não deu certo. Muitas vezes é apenas aceitar que tudo muda e as coisas se alteram. Afinal, a vida é dinâmica.

Pensemos nos ciclos que desejamos abrir e temos adiado indefinidamente.

Não será hora de gestá-los ou se a gestação está prolongada, promover então o parto?

Abrir e fechar ciclos em nós é permitir que a dança da vida leve o que não tem mais razão de ser e traga novos sentidos ao nosso caminhar.

É confiar que aquilo que está por vir pode ser tão bom quanto o que partiu. Quem sabe até melhor ou simplesmente diferente, requerendo apenas um pouco de desapego e abertura da nossa parte.

 

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