Jornal Mundo Espírita

Novembro de 2020 Número 1636 Ano 88

Chico Xavier: o mensageiro da fraternidade cristã

abril/2010

Neste mês de abril de 2010, comemora-se o 1º centenário do nascimento do vitorioso médium Chico Xavier.

Há cem anos, na modesta cidade de Pedro Leopoldo – MG, renascia o apóstolo do amor cristão, que faria, ao longo de sua existência de 92 anos, a mais notável sementeira da fraternidade nos atormentados campos da vida humana do século XX.

Humilde e fiel, transformou-se na mais notável e produtiva “antena psíquica” de todos os tempos, na história da cristandade.

Soube ser o amigo carinhoso de todos que o buscaram em suas aflições.

Dedicado e submisso, entregou-se conscientemente às centenas de Espíritos superiores que por suas mãos mágicas escreveram mais de 400 livros, cujos milhões de volumes esclarecem e sustentam a fé da comunidade espírita em todo o mundo.

Perseguições, zombarias, calúnias, traições o fizeram sofrer intensamente, mas não o impediram de prosseguir lúcido e sem medo.

Jamais se afastou da sociedade, sem contaminar-se com os seus vícios e caprichos.

Quando tantos buscam engrandecer-se sob o manto enganoso das fantasias, ele sempre declarava suas limitações e fraquezas, entendendo com o conselho de André Luiz que “a virtude não é uma voz que fala e sim um poder que irradia”.

Em pleno nevoeiro da ignorância espiritual que vitima a Humanidade, fez brilhar a luz do Evangelho com exemplos grandiosos, irradiando o verdadeiro Cristianismo para incontáveis corações.

Desde que se tornou espírita, em 1927, aos 17 anos de idade, até a sua desencarnação, em 2002, foram 75 anos de labores fecundos em nome do Cristo.

Naquele ambiente de extrema simplicidade do Centro Espírita Luiz Gonzaga, em 8 de julho de 1927, recebia a primeira mensagem, de 17 páginas, explicando passagens de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, fixando as bases de sua missão evangelizadora.

Emmanuel, seu abnegado protetor, só se apresentou a sua mediunidade em 1931.

“Parnaso de Além-Túmulo”, editada em 1932 pela Federação Espírita Brasileira, torná-lo-ia conhecido em todo o Brasil, marcando o início de sua rica trajetória na psicografia, que só cessaria com o seu retorno às luminosas esferas das almas redimidas.

Seus “privilégios” foram os do cidadão comum, aparentemente abandonado pelo destino.

Ficou órfão aos 5 anos. Começou a trabalhar aos 8 anos numa fabriqueta de tecidos. Depois, empregou-se como balconista de um mercadinho frequentado por alcoólatras que o irritavam. Conseguiu, logo após, vaga de limpador de chão no Ministério da Agricultura.

Sofreu moléstia de pelo, da doença de São Guido. Teve hérnia estrangulada. Operou-se da próstata. Sofria de catarata e de angina. Porém, jamais lhe faltou a paz interior e a felicidade de servir.

Aí estão as razões que o levaram a ser recebido por Jesus, como narra Joanna de Ângelis, pelas mãos de Divaldo Franco, em mensagem recebida no dia 2 de julho de 2002, em Salvador, Bahia, ouvindo do Senhor de todos os mestres as palavras que o encantaram:

“Descansa, por um pouco, meu filho, a fim de esqueceres as tristezas da Terra e desfrutares das inefáveis alegrias do Reino dos Céus”.

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