Jornal Mundo Espírita

Maio de 2019 Número 1618 Ano 87

Centro Espírita

fevereiro/2012

Escola da alma

Célula máter do Movimento por facultar-lhe o desenvolvimento e propagá-lo, é escola de relevante importância para quantos se interessam pelo Espiritismo.

É escola, por oferecer os mais significativos recursos culturais para a educação das almas, encarnadas ou não.

No seu labor desdobram-se as instruções que capacitam o aprendiz à conquista de uma existência feliz, enquanto adquire discernimento para conduzir-se com acerto. Ao mesmo tempo, propõe o limar das arestas e o disciplinar da conduta, aprimorando-a e condicionando-a às lições éticas do Evangelho de Jesus, desvelado pela interpretação racional que haure na Codificação.

Igualmente é oficina de trabalho, por ensejar atividades múltiplas em benefício do próximo e da comunidade.

Desde a sua administração na busca incessante de qualidade até os serviços mais humildes quão indispensáveis, é celeiro de paz que resulta da valiosa aplicação das horas dos seus membros no trabalho libertador.

Da mesma forma é templo de oração, destituído de ritualística, de cerimonial, de qualquer tipo de culto externo, caracterizando-se pela simplicidade, sendo agradável e propício à elevação dos pensamentos a Deus e à ação da caridade em todas as suas expressões”.

 (Vianna de Carvalho – mensagem psicografada pelo médium Divaldo P. Franco,
na sessão mediúnica de 25 de julho de 1995, no Centro Espírita Caminho
da Redenção, em Salvador, Bahia).

O Centro Espírita  é o ponto de convergência onde todas as atividades doutrinárias se refletem, se unem, projetando-se no plano social espírita e não espírita. Por isso é fundamental o desenvolvimento seguro da Doutrina e suas práticas. Nele iniciam-se os neófitos, revelam-se os médiuns, comunicam-se os Espíritos, educam-se crianças e adultos, libertam-se os obsidiados, estuda-se a Doutrina em seus aspectos teóricos e práticos, promove-se a assistência social a todos os necessitados, sem imposições e discriminações, cultiva-se a fraternidade pura.

Muitos Centros Espíritas surgiram do desenvolvimento de grupos familiares. Neste início de ano comemoramos o centenário da Sociedade Espírita Francisco de Assis, de Ponta Grossa, e os 90 anos do Centro Espírita Paz, Amor e Caridade, de Foz do Iguaçu.  Dois exemplos a serem seguidos, como outros tantos em nosso Estado, de trabalhadores que persistiram na obra, fortalecendo cada vez mais os laços de fraternidade, de união e caridade.

O Centro Espírita é, sobretudo, um centro de serviços ao próximo, no plano propriamente humano e no plano espiritual. O ensino evangélico puro, as preces e os passes, o trabalho de doutrinação, representam um esforço permanente de esclarecimento e orientação aos espíritos sofredores. A coordenação das atividades de um Centro Espírita bem orientado resulta do clima fraterno em que todos se sentem como em família, ajudando-se mutuamente. Os serviços mais urgentes de cada Centro são os de instrução doutrinária dos velhos e novos adeptos, tanto uns como outros carentes de conhecimento doutrinário. Bem executado esse serviço, todos os demais serão feitos com mais facilidade.

O espírita que pretende viver segundo os postulados espíritas e deseja contribuir com o seu próprio progresso espiritual, também terá que fazer a sua parte. Ou seja, a formação espírita se dará com o contributo do Centro Espírita mais o esforço e dedicação pessoal do interessado, e se revelará na vivência diária, no trato consigo mesmo, com a família, com a sociedade.

O Centro Espírita, como a relva, nasce por toda parte. Quando os poderes temporais o decompõem ou esmagam, ele renasce com teimosia desafiante, porque aqueles que viram e conheceram a Verdade, que a sentiram ao menos uma vez em seus corações, jamais a esquecem e jamais a negam. As almas frágeis se fizeram fortes ao sopro dos ventos proféticos. Criaturas ingênuas e desprovidas de tudo, órfãs da cultura secular, sentem-se apoiadas na rocha das experiências vitais do espírito e são capazes de enfrentar as titãs da cultura mundial com a firmeza dos estoicos. Nada as abala, nem sofismas nem maldições, porque experimentaram o toque da Verdade em si mesmas.”  

(O Centro Espírita – J. Herculano Pires).

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