Jornal Mundo Espírita

Fevereiro de 2021 Número 1639 Ano 88
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Carnaval

fevereiro/2021

Estudos indicam que a palavra Carnaval tem como origem os termos latinos carne levare ou para retirar a carne.1

No mundo cristão medieval, era o período de festas profanas que se iniciava, no dia de Reis (6 de janeiro) e se estendia até a quarta-feira de cinzas, dia em que começavam os jejuns quaresmais.

 Perdendo-se nos períodos mais recuados as origens do carnaval podem ser encontradas nas “bacanalia” da Grécia, quando era homenageado o deus Dionísio. Anteriormente, os trácios entregavam-se aos prazeres coletivos, como quase todos os povos antigos. Mais tarde, apresentavam-se essas festas, em Roma, como saturnalia, quando se imolava uma vítima humana, adredemente escolhida, no seu infeliz caráter pagão.

Na Idade Média, aceitava-se com naturalidade: “Uma vez por ano é lícito enlouquecer”, tomando corpo, nos tempos modernos, em três ou mais dias de loucura, sob a denominação antes, de tríduo momesco, em homenagem ao rei da alegria.

 Há estudiosos do comportamento e da psique, sinceramente convencidos da necessidade de descarregarem-se as tensões e recalques nesses dias em que a “carne nada vale”, cuja primeira sílaba de cada palavra compôs o verbete carnaval.2

Ao contrário de outras festas, o Carnaval não tem data fixa. A Igreja Católica determinou que todo ano a Páscoa seria comemorada no primeiro domingo após a primeira lua cheia do equinócio [momento em que o Sol, em seu movimento anual aparente, corta o equador celeste, fazendo com que o dia e a noite tenham igual duração – 12 horas] de março.

Sete dias antes da Páscoa é celebrado, na Igreja Católica, o Domingo de Ramos, que dá início à Semana Santa. E, exatamente quarenta dias antes do Domingo de Ramos, é terça-feira de carnaval. Ou seja: o carnaval é comemorado quarenta e sete dias antes da Páscoa.

 

Referências:

  1. HOUAISS, Antônio, Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa. Versão multiusuário 2009.3.
  2. FRANCO, Divaldo Pereira. Nas fronteiras da loucura. Pelo Espírito Manoel P. de Miranda. Salvador: LEAL, 1982. cap. 6.
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