Jornal Mundo Espírita

Abril de 2020 Número 1629 Ano 88

Campanha Vida, sim à Gravidez – quinze anos

agosto/2014 - Por Laércio Furlan

A Associação Médico-Espírita do Paraná – AME-PR, fundada em 3 de dezembro de 1995, integrando profissionais da área da saúde e demais pessoas interessadas, é dirigida por médicos espíritas.

Em 1997, sentiu a necessidade de ampliar sua área de trabalho e iniciou a organização de uma campanha em favor da vida.

Após dois anos de estudos e organização, em 29 de maio de 1999, com a participação da Federação Espírita do Paraná, Associação de Apoio aos Juizados da Infância e Juventude, Associação Médico-Espírita do Brasil foi lançada a Campanha Vida, sim à gravidez, no Teatro da FEP, com a presença das Uniões Regionais Espíritas de todo o Estado.

Como conceito fundamental e irrevogável, foi sempre considerada a premissa de que a vida começa na fecundação. A interrupção em qualquer período constitui um aborto.

Objetivos – Orientar:

1. Adolescentes – quanto à prevenção da gravidez precoce e indesejada e quanto ao aborto intencional e criminoso e a prática do sexo com responsabilidade, assumindo os riscos e suas consequências;

2. Mulheres com a intencionalidade de abortamento;

3. Mulheres que abortaram, jamais interferindo no livre-arbítrio do ser humano, procurando, com o emprego da terapia do amor, valorizar a vida.

Equipe – seis médicos (dois ginecologistas), um advogado, uma psicóloga, acadêmicos de medicina, professores de colégios e voluntários de casas espíritas.

Material – com a colaboração da presidência da FEP, que assumiu todas as despesas, foram confeccionadas pastas para as aulas e exposições com todo o material necessário, figurando o filme O grito silencioso, do Dr. Bernard N. Nathanson, de Nova York; do livreto organizado pela equipe, focando os aspectos médicos, psicológicos, jurídicos e doutrinários, alcançando a tiragem de seis milheiros, distribuídos aos ginecologistas e juízes de  Direito do Paraná.

Inicialmente, a orientação foi direcionada, nas escolas, para os alunos acima de quatorze anos. Posteriormente, por solicitação das próprias orientadoras educacionais, foram incluídos alunos a partir de dez anos.

As aulas foram adequadas ao público alvo, demonstrando, além do trabalho básico da Campanha, as atualizações divulgadas pela imprensa e trabalhos científicos.

As mulheres com intencionalidade de abortamento ou que haviam abortado, que foram encaminhadas pelas casas espíritas e mesmo médicos conhecedores do trabalho, foram atendidas em consultórios dos profissionais da equipe.

Resultados – A Campanha, levada a colégios, centros espíritas, faculdades e  outras entidades, alcançou quarenta mil adolescentes. Em quatro anos seguidos, em colégio da Capital, a Campanha conseguiu reduzir o número de gestações de trinta e cinco no primeiro ano para uma, no final daquele período, merecendo da direção do educandário votos de louvor.

Oito Uniões Regionais Espíritas do Estado se envolveram na Campanha, desencadeando um grande trabalho. Em quatro faculdades de direito, duas na capital e duas no Interior esteve a Equipe, levando a Campanha, que alcançou ainda os Estados de Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Roraima e Alagoas.

O material foi disponibilizado, a pedido, para as AMEs da Argentina, Colômbia, Panamá, Portugal e a confrades de Cuba, Inglaterra e Austrália.

Atualmente, a campanha está direcionada para os adolescentes e gestantes com intencionalidade de abortamento. Essas recebem do presidente da AME-PARANÁ, em ambulatório de entidade universitária, a orientação.

Foram promovidos dois abaixo-assinados pela AME-PR, com o apoio da Associação Brasileira de Magistrados Espíritas – ABRAME, Federação Espírita do Paraná – FEP e a Campanha Sim à Vida, de Maringá, durante as Conferências Estaduais Espíritas, em Pinhais, em apoio ao Estatuto do Nascituro, contra a legalização do aborto no Brasil, com mais de sete mil assinaturas, enviadas ao Movimento Nacional em Defesa da Vida. – BRASIL SEM ABORTO, nos anos de 2011, 2012 e 2013 e lançada a Campanha PARANÁ SEM ABORTO.

Finalmente, em nota publicada em 29 de maio de 2014, foi revogada a Portaria número 415/2014, que abria muitas portas para realização do aborto no SUS, conforme comunicado da Comissão Executiva Nacional do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem aborto.

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