Jornal Mundo Espírita

Fevereiro de 2021 Número 1639 Ano 88
Revivendo Ensino Envie para um amigo Imprimir

Bezerra de Menezes

janeiro/2021

Ele nasceu no dia 29 de agosto de 1831, na Freguesia do Riacho do Sangue, Estado do Ceará. Aos seis anos sabia ler, aos 7, iniciava o curso primário, aos 11, o curso de Humanidades. Aos 13 anos, foi professor de latim na própria escola em que fazia seus preparatórios.

Aos 20 anos, embarcou para o Rio de Janeiro, concluindo a Escola de Medicina, cinco anos depois.

Convidado para ser médico militar, com o posto de cirurgião-tenente, dedicou-se à cirurgia, chegando a ser notável.

Foi um apóstolo da medicina, num trabalho extraordinário, silencioso e modesto, em favor dos pobres e dos desvalidos. Distribuía com os necessitados o que possuía.

Foi escritor, vereador e deputado geral da Província do Rio de Janeiro.

Levado à Doutrina Espírita graças a O Livro dos Espíritos, que lhe foi presenteado pelo seu primeiro tradutor, Joaquim Carlos Travassos, tornou pública sua adesão ao Espiritismo, em 16 de agosto de 1886, no Salão da Guarda Velha, perante um público superior a 1.500 pessoas, que o aclamou, após sua oratória de mais de uma hora.

Foi presidente da Federação Espírita Brasileira por duas vezes, em 1889, depois de 1895-1900, ano de sua desencarnação, dada a 11 de abril.

Durante largos anos, foi um dos líderes do Espiritismo, em nosso país, conhecido como o Kardec brasileiro, tendo sido intensa a sua atividade em defesa dos direitos e liberdades dos espíritas contra certos artigos do Código Penal.1

O Apóstolo do Espiritismo, do outro lado do Atlântico, Léon Denis, referindo-se a Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, declarou: Quando tais homens deixam de existir, enluta-se não somente o Brasil, mas os espíritas de todo o mundo.1

No dia seguinte ao da sua desencarnação, no Grupo Ismael, através do médium Frederico Junior, Bezerra transmitiu uma mensagem, falando, agradecido da misericórdia divina que lhe concedera uma recepção imerecida, e termina animando e consolando os companheiros que o ouviam.1

Através dos anos, por diferentes médiuns (Yvonne do Amaral Pereira, Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco), prossegue o nobre Espírito a conclamar à união, ao Bem, multiplicando-se livros e mensagens avulsas.

Neste 2021, homenagearemos seus 190 anos de nascimento, dedicando o espaço desta coluna para recordar seus ensinos, reler as suas mensagens.

Seu empenho pela Unificação dos espíritas deve, mais do que nunca, ser lembrado, reflexionado, vivenciado.

Apelo

Vem, Celeste Amigo, vem!

Toma do nosso passo

E leva-nos ao caminho do Bem.

Vem, Celeste Amigo, vem!

Para que Te possamos servir

E amar

Entregues ao espírito de renúncia

Por fidelidade a Ti.

 

São tantos os que Te dizem Senhor! Senhor!

Mas, poucos são aqueles que Te amam.

Permite, Senhor,

Que em nossa noite de agonia

Possamos curvar-nos à dor.

E sob o látego da provação

Entreguemo-nos em holocausto

Ao Teu amor.

Dia novo de luz – hora de bênção.

 

O Evangelho em triunfo

Necessita do adubo do testemunho.

Somos aqueles discípulos equivocados

Que malogramos ontem,

Que nos equivocamos hoje,

Mas a Tua Soberana Misericórdia

Nos reconvocou.

Toma de nossas mãos

E leva-nos, Amigo Divino,

Ao caminho da libertação.

 

Agora, meus amigos, é a nossa hora,

Não amanhã.

Este é o nosso momento,

Não depois.

Jesus hoje, Jesus ontem, Jesus sempre!

 Bezerra2
Psicofonia de Divaldo Pereira Franco, em 25.11.1982,
no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, ao término
de uma conferência.

Referências:

  1. WANTUIL, Zêus (Org.). Grandes espíritas do Brasil. Rio de Janeiro: FEB, 1981. cap. Bezerra de Menezes.
  2. FRANCO, Divaldo Pereira; SCHUBERT, Suely Caldas. Ante os tempos novos. Salvador: LEAL, 1994. cap. VIII.
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