Jornal Mundo Espírita

Outubro de 2019 Número 1623 Ano 87

Basta pouco

setembro/2011

“Disse-lhe Judas: Senhor, donde vem que te hás de manifestar a nós e não ao mundo?”
(João, 14:22)

Um dos fatos mais surpreendentes do Cristianismo é a posição escolhida pelo Salvador, a fim de anunciar as verdades eternas.

Não apareceu Jesus em decretos sensacionais, em troféus revolucionários ou em situações de domínio. Chega em paz à manjedoura simples, exemplifica o trabalho, conversa com alguns homens obscuros de uma aldeia singela e, só com isso, prepara a transformação da Humanidade inteira.

Para o mundo inferior, todavia, a pergunta de Tadeu ainda é de plena atualidade.

As criaturas vulgares só entendem os que se impõem aos demais, ainda que para isso sejam compelidas a ouvir sentenças tirânicas proferidas em tribunas sanguinolentas; apenas compreendem espetáculos que ferem a visão e gestos teatrais dos que dominam por um dia para sofrerem amanhã o mesmo processo transformador imposto ao mundo transitório ao qual se dirigem.

Jesus, todavia, falou à alma imortal. Por esse motivo, suas revelações nunca morrem. Além disso, provou não ser necessária a evidência social ou econômica para o serviço de utilidade a Deus, demonstrando, ainda, não ser para isso indispensável a cidade com arregimentações e recursos faustosos. Bastarão os princípios edificantes e simples, uma aldeota sem nome e alguns poucos amigos.

O portador da boa vontade sabe que foi esse o material com que o Cristo iniciou a remodelação da vida terrestre.

(Caminho, verdade e vida, Chico Xavier – Espírito Emmanuel, cap. 134, ed. FEB)

Lembremos desse texto de Emmanuel, sobre o exemplo grandioso do Mestre Jesus, e que mesmo com a falta de recursos materiais ou humanos no DIJ não nos desmotivemos a continuarmos nossa tarefa.

Afinal “basta pouco” para trabalharmos nessa seara bendita.

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