Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

Ao público presente na XI Conferência Estadual Espírita

março/2009

“Família” é o tema central desta XI Conferência Estadual Espírita, escolhido após detido exame do gravíssimo quadro de necessidades que envolvem os lares contemporâneos.

Quando os benfeitores espirituais disseram a Kardec (1) que o casamento “é um progresso  na evolução da Humanidade” e que a sua abolição representaria uma regressão à vida dos animais”, havia a marcante preocupação do Alto com o futuro dos lares humanos.

Sabiam eles, como hoje melhor compreendemos, que o lar é o principal produto social, é a célula formadora da grande família terrena.

A soma dessas preciosas partículas que são os lares forma as ruas, os bairros, as cidades, que irão integrar a constituição das nações que, associadas, dão-nos o concerto planetário, tanto quanto as células físicas produzem os tecidos, os órgãos, os aparelhos que irão dar-nos o corpo biológico.

A metástase, num processo cancerígeno, é a disseminação do mal pelo corpo, levando-o à morte.

O processo cancerígeno começa no comprometimento de uma célula invisível aos olhos e se espalha implacável. Se não houver a firme decisão de tratamento, ao ser detectado, a vida fica comprometida.

As abordagens, por todos os oradores, nesta Conferência, terão exatamente o objetivo de propor uma profunda reflexão em torno dos males atuais que ameaçam os lares, as uniões conjugais, a educação dos filhos, a busca da religiosidade, entre outros, oferecendo alternativas terapêuticas à luz do Espiritismo.

Os que dizem abraçar a fé espírita não podem ficar à margem desses temas que empolgam estudiosos de todo o mundo.

A Doutrina Espírita, que materializa a promessa do Cristo, da vinda de um Consolador “que a tudo esclareceria” (2), dá a mais sólida contribuição para a solução dos problemas que afligem as famílias, ameaçando os lares.

O Senhor Jesus não fez referência direta ao assunto, exaltando a importância do lar para o sucesso de seus componentes, mas viveu de tal forma que não deixa dúvidas quanto às suas veladas intenções.

Fez do lar de Pedro, em Cafarnaum, o ponto de partida de sua divina missão, logo após a sua primeira aparição pública nas bodas de Caná, homenageando o surgimento daquele enlace matrimonial. Em Jericó, ofereceu-se a Zaqueu, indo a sua casa, para ensinar-lhe o caminho da salvação. As residências de Simão, o leproso, e de Lázaro, Maria e Marta foram alvos do extremado carinho do Messias. Sua última ceia, na páscoa de 33, em Jerusalém, deu-se no equilibrado lar de um modesto carregador de água, desprezando a pompa dos templos e os confusos ambientes do poder público, mesmo tendo sido recebido triunfalmente na capital dos interesses judaicos.

Por essa razão, a Federação Espírita do Paraná vem convidá-lo a estar conosco neste ágape fraterno, a fim de que possamos fortalecer as nossas convicções diante dos tempos atormentados em que vivemos, para a salvaguarda dos nossos lares, com a vitória espiritual da família.

 

(1) “O Livro dos Espíritos”, questões 695 e 696
(2) Evangelho de João, capítulos 14, 15 e16

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