Jornal Mundo Espírita

Outubro de 2020 Número 1635 Ano 88

Ante as férias…

julho/2007

Consigna o Dicionário que férias são dias em que se suspendem os trabalhos oficiais. Feriado. Certo número de dias consecutivos destinados ao descanso de funcionários, empregados, estudantes, etc., após um período anual ou semestral de trabalho ou atividades.

Férias são sempre muito esperadas e planejadas: viagens, repouso, lazer, total mudança de atividade.

Não há quem não as aguarde, entre a ansiedade e a expectativa de dias de descontração e descanso..

Não é diferente com todos os que, na qualidade de voluntários, prestamos serviço na Casa Espírita. Contudo, algumas ponderações se fazem oportunas.

Centro Espírita surgiu, pela disposição altruísta e iniciativa voluntária de algumas pessoas idealistas, para congregar os interessados no conhecimento e nas práticas espíritas, notadamente a manutenção das tarefas implementadas na Casa, em prol da população, crianças, jovens e adultos, desejosos de estudo, de convivência, de assistência.

Tanto se fez assim, que Centro Espírita é tido como Templo, Escola, Oficina e Hospital de almas.

Desta forma, Centro Espírita e férias não se coaduna. Seu fechamento vai contra àqueles que são os principais motivadores da existência do próprio Centro: nós, as pessoas, com nossos interesses, nossas necessidades, nossas carestias.

No momento em que as portas do Templo, da Escola, da Oficina e do Hospital de almas se fechem em nome de férias, feriadões, festas populares, recessos e outros afins, estamos dizendo a quem busque orientações nobres, solução a problemas, lenitivo à dor, bálsamo à enfermidade, ou àqueles que querem fugir do desespero, da fome e da penúria material, da perturbação espiritual, da tentação do suicídio, da inclinação ao abortamento, que esperem até à próxima oportunidade para serem atendidos, quando voltarem as atividades “normais” do Centro.

Ninguém está impedido do repouso. Apenas, antes de sair de férias, avisemos, planejemos, combinemos, nos organizando, revezando, de maneira a que o Centro Espírita e suas tarefas, não sofram solução de continuidade.

Para isso, temos equipes de trabalho e, naturalmente, improvável será que todos os trabalhadores programem suas viagens e, consequentemente, suas ausências, em idênticos dias.

Entendamo-nos e não fechemos as portas da Casa Espírita, porque “os trabalhadores necessitem de férias”.

Centro Espírita e recesso por causa de férias ou feriadões, deve ser como água e óleo, próximos, porém sempre apartados. Pensemos nisso.

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