Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

André Trigueiro em Curitiba

fevereiro/2015

Jornalista ambiental, repórter, espírita e filho de mãe curitibana, André afirma ter raízes paranaenses.

Muito à vontade, assistiu ao final da reunião do CFE, no Recanto Lins, em 29 de novembro de 2014. Sempre acompanhado da simpática esposa Cláudia, jantou com os conselheiros e, após, numa explanação original, abrindo para perguntas aos presentes, durante pouco mais de sessenta minutos, ofereceu uma verdadeira aula sobre Divulgação Espírita.

Lembrou do trabalho de Jesus, dos primeiros apóstolos, de Paulo de Tarso, único em sua forma de pregar a Boa Nova, do Codificador da Doutrina Espírita, adentrando depois pelas questões atuais que envolvem a ciência da Comunicação.

Abordou a comunicação intramuros, ou seja, a que deve acontecer portas adentro da Casa Espírita, frisou da necessidade de se reformular certas rotinas e protocolos, considerando que nos encontramos num universo em desconstrução face ao surgimento de tantas mídias.

Disse de como aproveitar assuntos do momento para se apresentar a ideia espírita, tais como a crise hídrica que se vive, especialmente no Estado de São Paulo, a perseguição que vêm sofrendo tradições religiosas afro-brasileiras, como a Umbanda e Candomblé, desencadeadas por neo-pentecostais,  no Rio de Janeiro, de que não há paz onde há perseguição. Lembrou da importância de, institucionalmente, se abordar tais questões, sobretudo num país onde a Constituição garante a liberdade de crença religiosa.

No domingo, 30, pela manhã, no Teatro da FEP, sua fala girou em torno da questão do consumismo, num convite à revisão dos nossos posicionamentos enquanto espíritas cristãos.  Citou a ambientalista queniana Wangari Muta Maathai, Prêmio Nobel da Paz de 2004, desencarnada em 2011, com sua mensagem de que não há paz onde há devastação ambiental.

Afirmou que a crise ambiental que se vive é a soma dos erros de todos nós e que a cada um compete repensar atitudes e modificar a forma de viver. Apontou textos espíritas, desde O livro dos Espíritos, especialmente o cap. 5 da terceira parte – Lei de Conservação, recordando a sabedoria dos questionamentos do Codificador e as excelentes respostas dos Luminares Espirituais sobre o necessário e o supérfluo; Após a tempestade, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco; A caminho da Luz, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Aplaudido demoradamente, ficou ainda algum tempo à disposição dos cumprimentos e autógrafos nos exemplares de seu livro Espiritismo e Ecologia, aos interessados.

No intuito de tê-lo de retorno, no novo ano, a Diretoria da FEP já encetou ajustes de datas que, oportunamente, serão informadas.

Foto: João Edson Alves

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