Jornal Mundo Espírita

Janeiro de 2022 Número 1650 Ano 89
Genialidade e mediunidade Envie para um amigo Imprimir

Alcides Castilho Maia

dezembro/2020

Ele foi jornalista, político, contista, romancista e ensaísta. Nasceu em São Gabriel, RS, em 15 de setembro de 1878, e desencarnou no Rio de Janeiro, RJ, em 2 de outubro de 1944.

Indiscutível que ele era excelente médium de efeitos físicos, o que o deixava aborrecido, considerando que os fenômenos que ocorriam, onde ele se encontrava, o colocavam em situação desagradável perante os amigos.

Durante algum tempo, morou na pensão da rua Buarque de Macedo, 52, no Rio de Janeiro. Alegando estar sofrendo de uma crise de nervos e precisar de um amigo ao seu lado, convidou o escritor Leal de Souza para que se mudasse para aquela pensão.

Na mesma noite em que se transferiu para ali, Leal de Souza ouviu baterem à sua porta. Despreocupado, disse: Entre!

Ninguém entrou, embora ele ouvisse passos fortes da porta até onde ele estava. Os fenômenos continuaram, com pancadas na sua e na porta ao lado. Quando se deitou, sua cama de ferro se levantou do solo, fazendo com que se erguesse de um salto. O leito voltou ao seu lugar, ele tornou a se deitar e o fenômeno se repetiu.

Ele correu para o quarto do amigo para confidenciar que estava sofrendo dos nervos e precisava ir a um médico.

Alcides o tranquilizou, confessando que nos quatro cômodos daquele segundo andar ocorriam, diariamente, tais fenômenos. Por isso, ele o convidara para os constatar, sem antes nada lhe dizer.

Os inquilinos não paravam naqueles quartos. Acabaram ficando hospedados, em quartos separados, somente os dois amigos.

Os fenômenos ocorriam, habitualmente, entre duas da tarde até a madrugada.

Um detalhe: quando Alcides deixou a pensão, nada mais aconteceu.

Bastou, no entanto, que ele retornasse, alguns meses depois, para tudo recomeçar. Nos quartos dos inquilinos, objetos tremiam, luzes bailavam na escuridão, pancadas sacudiam as portas.

Alguns deles, muito assustados, desciam a escadaria a correr, buscando a porta da rua.

Para Alcides Maia, todos os fenômenos parecem não ter lhe provocado mudança de conduta. No entanto, seu amigo, Leal de Souza passou a estudar as obras de Allan Kardec, tornando-se espírita declarado.

 

Referência:

1 RIZZINI, Jorge. Escritores e fantasmas. São Bernardo do Campo: Correio Fraterno do ABC, 1992. cap. Alcides Maya, médium de efeitos físicos.

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