Jornal Mundo Espírita

Agosto de 2019 Número 1621 Ano 87
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Amém

junho/2018

A respeito deste vocábulo, sugerimos a leitura do Evangelho de Mateus, 6:9-16, tradução de Haroldo Dutra Dias (O Novo Testamento), com especial atenção para a nota número 5.

Nesse texto, verificamos que, concluída a oração ensinada por Jesus há um ponto final. A frase seguinte: Amém vos digo que estão recebendo sua recompensa. (Aqui, o sentido é De fato, ou Verdadeiramente, não se configurando final de frase, mas em seu início. Isso nos diz que devemos atentar em cada momento, o real sentido.)

Em outras traduções (consultamos três), os tradutores optaram por colocar Amém, depois do ponto final da frase anterior e com ponto final logo em seguida. Cremos que a tradução de Haroldo nos deva ser a mais confiável.

Trata-se de um adjetivo verbal (ser firme, ser confiável).

O vocábulo é frequentemente utilizado de forma idiomática (partícula adverbial) para expressar asserção, concordância, confirmação (realmente, verdadeira, de fato, certamente, isso mesmo, que assim seja).

Ao redigirem o Novo Testamento, os Evangelistas mantiveram a palavra no original, fazendo apenas a transliteração para o grego, razão pela qual também optamos por mantê-la intacta, sem tradução.

Usada no Antigo Testamento, serve muitas vezes para expressar muito mais do que um mero acordo. Uma autoridade no assunto explica: Ao pronunciá-la, o ouvinte associa-se a si mesmo ao que foi proferido, admite aquilo como válido, faz daquilo algo seu, está pronto a submeter-se ao que foi declarado.

Assim, o Amém é uma assinatura vocal. Ao dizê-la, o ouvinte torna-se assinante de um convênio. Coloca o seu nome no final de uma página, dizendo, com efeito: Estes são os meus pensamentos; eu darei apoio a eles.

Na adoração dos hebreus, a palavra era usada para confirmar a oração e para sublinhar a solene promessa. No início da adoração cristã, era encontrada no final das orações, não como um sinal de que a oração ou o louvor havia terminado, mas como assinatura verbal da congregação.

Um estudo da palavra, tal como usada na Bíblia, pode causar-nos espanto e apreciação. É, na verdade, uma palavra teológica, com um significado bem superior ao normalmente compreendido.

A palavra foi adotada em final de preces por várias Igrejas.

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