Jornal Mundo Espírita

Agosto de 2019 Número 1621 Ano 87

A linguagem do amor

dezembro/2007

Os alemães dizem: Fröhliche Weihnachten; os búlgaros falam assim: Tchestito Rojdestvo Hristovo, Tchestita Koleda; os chineses fazem seus votos: Sheng Tan Kuai Loh (mandarim); os croatas recomendam: Sretan Bozic; já os dinamarqueses expressam-se assim: Glaedelig Jul; os eslovênios: Srecen Bozic; nós, os brasileiros, formulamos  nossos votos com Feliz Natal.

Poderíamos aqui repetir a citação em todas as línguas de todos os povos, para rememorarmos  que, nos variados quadrantes da Terra, Ele é lembrado, com manifestações de sublimes votos, mesmo que ainda não vejamos a linguagem do amor ensinada por Ele se fazendo universal, pelo seu uso comum na prática de cada dia, por parte de todos.

Aliás, ainda poucos falam a linguagem comportamental do amor, por excelência. Linguagem que tem suas raízes também na amizade, na lealdade, na fidelidade; que não tem maior significado se lhe faltar o exercício da gratidão, da afetividade, da cortesia, do respeito; que se revela sublime com a prática da caridade, da solidariedade, da tolerância.

Porém, não importa que estejamos sendo ternos e generosos para com o próximo somente um dia. É o começo.

Há esperança de que, pouco a pouco, aprendamos que o espírito do Natal deve reinar entre nós em todas as horas de nossa vida.

Quando isso se der, é que o Mestre de Amor terá realmente nascido em nossos corações, ali permanecendo para sempre.

Nessa ocasião conseguiremos, por fim, ouvir as Vozes do Céu que foram percebidas pelos humildes pastores de então, cantando: – Jesus nasceu! Jesus nasceu!…

Irmão X (Humberto de Campos) escreveu, pelas mãos do incomparável médium Francisco Cândido Xavier, verdadeira Ponte Luminescente entre o Céu e a Terra, página denominada Bilhete a Jesus, que pode ser lida na íntegra no livro Antologia Mediúnica do Natal:

Desejávamos, Mestre, arrolar as edificações da fé, os serviços da esperança, os valores da caridade; contudo, somos ainda muito poucos no setor de interesse pelos sonhos reveladores e pelas vozes do céu.(…)

Quem sabe, Senhor, poderias voltar, consolidando a tua glória, como fizeste há quase vinte séculos?! Entretanto, não nos atrevemos ao convite direto. As estalagens do mundo estão ainda repletas de gente negociando bens transitórios e melhorando o inventário das posses exteriores. (…) E não desejamos que regresses, de novo, para nascer num estábulo, trabalhar à beira das águas, ministrar a revelação em casas e barcas de empréstimo e morrer flagelado na cruz. Trabalharemos para que a tua glória brilhe entre os homens, para que a tua luz se faça nas consciências, porque, em verdade, Senhor, que adiantaria o teu retorno se a estatística das coisas santas não oferece a menor garantia de vitória próxima? Como insistir pela tua volta pessoal e direta se na esfera dos homens ainda não existe lugar onde possas nascer, trabalhar e morrer?

Hoje, permita-nos querido leitor, convidá-lo de maneira muito particular, a lermos juntos mais estas linhas, como se fora o nosso cartão de Natal dirigido a você, que foram escritas pelo Espírito Emmanuel, no mesmo livro citado acima, que ele denominou: Algo mais no Natal.

Senhor Jesus!

Diante do Natal, que te lembra a glória na manjedoura, nós te agradecemos: a música da oração; o regozijo da fé; a mensagem de amor; a alegria do lar; o apelo à fraternidade; o júbilo da esperança; a bênção do trabalho; a confiança no bem; o tesouro de tua paz; a palavra da Boa Nova, e a confiança no futuro!…

Entretanto, ó Divino Mestre! De corações voltados para o teu coração, nós te suplicamos algo mais!…

Concede-nos, Senhor, o dom inefável da humildade para que tenhamos a precisa coragem de seguir-te os exemplos!

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