Jornal Mundo Espírita

Novembro de 2020 Número 1636 Ano 88
Notícias das URES Envie para um amigo Imprimir

A despedida de um presidente

novembro/2020

Se pudermos imaginar o Movimento Espírita do Paraná como uma árvore, poderíamos olhar para seu tronco e vê-lo como sendo a FEP.

A sustentação, a robustez, a estrutura, a fluidez das seivas, a comunicação entre a base e as extremidades, tudo isso são propriedades do tronco. Sabe-se que quanto mais energia passa pelo tronco, maior se torna toda a estrutura da árvore.

No mesmo exercício de imaginação, os galhos principais, aqueles mais grossos, que saem diretamente do tronco, seriam as áreas especializadas e os departamentos, cada um no seu formato característico e função. Também atuam na sustentação, passam os nutrientes do tronco às extremidades e os fluidos vitais das extremidades ao todo. Sabe-se que quanto mais fortes e longos forem os galhos principais, quanto mais esticados para todos os lados, maior a copa da árvore, maior a abrangência de sua atuação no meio.

Os galhos intermediários seriam as equipes das Uniões Regionais Espíritas, extensões dos galhos grossos, continuidade do robusto tronco. Sabe-se que tudo que vem das folhas, eles repassam ao tronco e tudo que vem da base chega às folhas.

Seguindo para as extremidades, temos os galhos mais finos, lá nas pontas. Seriam as Casas Espíritas, formando, com os galhos grossos, com os galhos intermediários e o tronco, toda a estrutura que sustenta o Movimento Espírita Estadual, abrigando as folhas, as flores e os frutos.

Importante os galhos não se deixarem encher de parasitas, nem se deixarem abater pelos ventos fortes e os possíveis golpes que advenham da natureza, pois quanto mais fiéis ao tronco, mais frondosa e produtiva será a árvore, e as adversidades que, às vezes, possam também fazer parte das Leis Divinas.

As folhas, que estão na ponta dos galhos, podemos imaginar como sendo os Dirigentes Espirituais, aqueles que captam as energias do nosso astro rei, o Sol, e as transmitem, vitalizando e direcionando o desenvolvimento do todo. Cobrindo toda a árvore, dão abrigo aos que ali se achegam, aliviam o calor, quando escaldante, se renovam conforme as épocas e a maturidade da árvore. Sempre atuantes na transformação das energias superiores em vitalidade.

Lá no alto, em local de destaque estão as flores e os frutos, que poderíamos ver como sendo as lideranças do Movimento Espírita, aqueles que representam e, de certa forma, identificam o Movimento Espírita; que, em determinado período, resplandecem com suas cores e perfumes, chamando atenção de todos que rodeiam a maravilhosa árvore. Se mostrando, mostram a árvore, informando de longe e sem enganos de que tipo ela é, atraindo os que necessitam dela para se abrigar e se nutrir, para usufruir de seus benefícios.

As flores e os frutos liberam as sementes responsáveis pela propagação fiel daquele modo de viver. Seus perfumes e cores encantam os viajantes, suas polpas e sucos nutrem famintos de toda ordem que buscam a árvore como um oásis no deserto, reanimando-os para a continuidade de suas jornadas.

Mas não poderíamos deixar de dar destaque àquela parte que de forma mais discreta, quase invisível, porém, não menos importante, retira os nutrientes do solo alimentando toda a árvore, seu robusto tronco, os galhos sustentadores, as folhas, flores e frutos. Lá embaixo estão as raízes, que seriam o conjunto dos trabalhadores e colaboradores do Movimento Espírita, os que estão em contato com a base da vida, os que têm que romper a dureza do solo, os que aguentam os períodos de escassez, intercalados de enxurradas, sempre administrando o que deve ir ao tronco, alimentando o todo de baixo para cima. São aqueles que auxiliam a árvore Movimento Espírita do Paraná a se manter nas tormentas e nos grandes abalos. Sem eles a bendita árvore não teria a mesma exuberância, sua copa não seria tão frondosa, não haveria tantas folhas, as flores não seriam tão coloridas e perfumadas e os frutos não seriam tão nutritivos e, esses, por sua vez, não soltariam tantas sementes.

Cada um, cada ponto desta abençoada estrutura Divina tem sua importância e sua função ecológica. Todas as partes da árvore Movimento Espírita do Paraná, com respeito mútuo e harmonia às Leis Naturais, fazem parte de um todo que possui um propósito no Jardim de Deus, que tem Jesus como o Divino Jardineiro.

Em 2016, me tornei um pequeno fruto da esplêndida árvore Movimento Espírita do Paraná. Sem perder de vista minha pequeníssima contribuição nesse grandioso contexto, respeitando o ciclo natural da vida, chegou o momento de me desprender da ponta do galho que me sustentou até hoje, assumindo minha nova nobre função lá na base junto ao solo, devolvendo os ricos nutrientes acumulados em todo esse período lá em cima da copa, para que fluam por toda a árvore, dando suporte aos novos frutos que despontam na nova floração.

Eterna gratidão à frondosa árvore Movimento Espírita do Paraná.

Marco Antonio Silva
Presidente 12. URE (2016-2020)
Foto: Vanessa Kosop

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