Jornal Mundo Espírita

Dezembro de 2018 Número 1613 Ano 86
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A conquista do mundo

abril/2018

No ano de 1995, estreou no Brasil a série americana animada de televisão: Pink e o cérebro.

Foram quase oitenta episódios que fizeram a alegria da criançada e de adultos aficionados a desenhos infantis, durante três anos.

Os personagens eram dois ratos brancos típicos de laboratório, que utilizavam exatamente esse espaço como base para seus planos mirabolantes para dominar o mundo.

Cada episódio era caracterizado, no início e no final pela indagação de Pink, o rato alto, magrela, completamente infantil: Cérebro, o que você quer fazer esta noite?

E o Cérebro, o rato baixote, e com uma enorme cabeça, evidenciando inteligência, respondia: A mesma coisa que fazemos todas as noites, Pink… Tentar conquistar o mundo.

Naturalmente, seus planos eram frustrados a cada noite, por interferência de terceiro ou por equívocos do próprio Pink.

*   *   *

O mundo conheceu muitos conquistadores. Alguns que dominaram extensos territórios, por largo tempo. Alguns que, para a concretização das suas conquistas, usaram de crueldade e frieza, ensanguentando as mãos.

Tantos que sacrificaram os afetos, as amizades, a saúde mental a fim de alcançar os seus objetivos.

A História nos mostra, no entanto, que essas conquistas sempre foram de limitada duração.

Impérios desapareceram, cabeças coroadas foram substituídas, o poder transferido de um para outro, por maquinações arbitrárias ou pelas lutas por justiça e liberdade.

Existe, no entanto, uma conquista do mundo que todos deveríamos empreender. Uma conquista que, alcançada, é de caráter definitivo: a conquista do mundo… íntimo.

Essa exige um grande empreendimento, em que devem se associar o autoconhecimento, o esforço, a perseverança, a vontade.

O autoconhecimento requer exame profundo de nós mesmos, ou seja, passar em revista as nossas ações, verificando se não faltamos ao cumprimento de algum dever, se ninguém tem alguma queixa a nosso respeito.

Um exame de consciência diário, na hora do recolhimento para o repouso, se faz de importância capital.

Indagarmos a nós mesmos se neste dia, que se finda, fizemos alguma coisa que machucou alguém, física ou emocionalmente; se praticamos alguma ação que merece censura; se faltamos com a verdade em proveito próprio; se desperdiçamos o tempo; se fizemos, enfim, algo contra o nosso próximo.

As respostas nos indicarão exatamente o que já melhoramos em nós. E em que ainda precisamos insistir para nossa melhoria, acionando a nossa vontade.

O empreendimento deve ser no sentido de identificar e eliminar nossas más tendências, como quem arranca as ervas daninhas do jardim.

Procurar saber o que pensam de nós aqueles que não têm simpatia por nós nos ajudará muito, pois considerando que esses não têm interesse em disfarçar a verdade, nos dirão como realmente somos.

Autoexame, indagações à nossa própria consciência sobre o que fazemos e como fazemos nos darão a dimensão do bem ou do mal que ainda existe em nós.

Isso nos auxiliará no conhecimento de nós mesmos, que é a chave para o melhoramento individual ou seja, para a conquista do nosso mundo íntimo.

Então, principiemos hoje, enquanto as horas ainda nos sorriem, essa importante conquista.

Redação do Momento Espírita.

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