Jornal Mundo Espírita

Maio de 2019 Número 1618 Ano 87
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A caminho da luz

março/2008

Em seu “antelóquio”, Emmanuel afirma que “A história está compilada e feita” e que “A Caminho da Luz” é apenas uma contribuição à tese religiosa “elucidando a influência sagrada da fé e o ascendente espiritual no curso de todas as civilizações”.

A obra, peculiar no gênero, é uma síntese preciosa dos principais fatos relacionados  a temas como: “A gênese planetária”, “As raças adâmicas”, “As grandes religiões” e “O evangelho e o futuro”.

O autor exalta a extraordinária contribuição coletiva dos primeiros cristãos que enfrentaram os mais dolorosos martírios, tombando corajosos na Fé. O sangue derramado seria “a seiva da vida lançada às divinas sementes do Cordeiro e os seus sacrifícios foram bem os reflexos da amorosa vibração dos ensinamentos do Cristo atravessando os séculos da Terra para serem compreendidos e praticados nos milênios do porvir”.

Revela-nos que as ações de Paulo, “O Apóstolo dos Gentios”, foram fundamentais para fixação das raízes doutrinárias do Cristianismo, se considerarmos que os apóstolos do Senhor, embora superiores, sofriam duras pressões do ambiente em que viviam, justificando o chamado pessoal no deserto da Síria, pela elevada consciência e energia que Paulo detinha.

Para nós, espíritas, soa com interesse particular, as sábias advertências do Cap. XVIII, que trata dos abusos do poder religioso, que por séculos comprometeram os divinos alicerces da Boa-Nova, em sua original pureza.

Muitos de nós, sabemos, têm seu berço de crença nas tradições dogmáticas da fé dominante que podem, se invigilantes formos, influenciar nossas práticas cujos objetivos são, exatamente, os de romper com essas velhas e cansadas formas de crer.

Quando trata de “O Espiritismo e as grandes transições”, Emmanuel antecipa a certeza da eclosão da 2ª grande guerra mundial, ao ser taxativo: “As guerras russo-japonesa e a européia de 1914-1918 foram pródomos de uma luta maior, que não vem muito longe. Isso em 1938. A 1º de setembro de 1939, Hitler determinava a invasão da Polônia, que dispararia o mais terrível confronto bélico de todos os tempos.

O trecho final da obra é de uma beleza comovente, penetrante, levando-nos à necessidade de uma constante meditação sobre a magistral importância da Doutrina Espírita:

“Sim, porque depois da treva surgirá uma nova aurora. Luzes consoladoras envolverão todo o orbe regenerado no batismo do sofrimento. O homem espiritual estará unido ao homem físico para a sua marcha gloriosa no Ilimitado, e o Espiritismo terá retirado dos seus escombros materiais a alma divina das religiões, que os homens perverteram, ligando-as no abraço acolhedor do Cristianismo restaurado.

Trabalhemos por Jesus, ainda que a nossa oficina esteja localizada no deserto das consciências.

Todos somos dos chamados ao grande labor e o nosso mais sublime dever é responder aos apelos do Escolhido”.

Autor espiritual: Emmanuel
Médium: Francisco C. Xavier
Editora: Federação Espírita Brasileira – FEB

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