Jornal Mundo Espírita

Agosto de 2019 Número 1621 Ano 87

5ª Inter-Regional Oeste em Foz do Iguaçu

agosto/2007 - Por Ricardo Segundo

“A tarefa da Unificação deve começar com o diálogo fraterno entre companheiros de ideal.”
(Nestor Masotti)¹

 

E foi com uma conversa fraterna, na noite anterior ao evento, que os companheiros da Federação Espírita do Paraná – FEP foram recebidos pelos dirigentes das URE´s que compõem a Inter-Regional Oeste: 10ª URE (Cascavel), 13ª URE (Foz do Iguaçu) e 14ª URE (Pato Branco).

Do Amazonas à foz do rio Iguaçu. Foi esta a viagem que os presentes fizeram através das palavras de entusiasmo e vibração do Diretor do Departamento de Unificação e de Expansão do Movimento Espírita – DUEME, José Virgilio Goés que, recordando as dificuldades e alegrias de semear o Espiritismo no solo amazônico, na década de 70, e congratulando os companheiros das novas casas espíritas em formação atualmente na cidade de Foz, procurou reacender em todos a alegria e a disposição de manter e fortalecer a União do Movimento Espírita.

Embalados pela emoção contagiante do Conselheiro Góes, a reunião no Centro Espírita Paz, Amor e Caridade de Foz do Iguaçu prosseguiu, analisando as dificuldades e conquistas do Movimento Espírita regional, como um agradável preâmbulo do evento marcado para a manhã seguinte.

 

A Inter-Regional Oeste

 

Na manhã de domingo, 17 de junho, 160 trabalhadores de 17 Casas Espíritas, representando 9 municípios do Oeste paranaense, estiveram presentes no Campus da Unioeste. De projeto arquitetônico baseado nas antigas reduções dos jesuítas na região, o local proporcionou um ambiente de tranquilidade e isolamento, propícios ao desenvolvimento das atividades matutinas programadas.

Às 9h, após a abertura do evento pelo Presidente da 13ª URE, Paulo Cézar de Melo, a Presidente da FEP, Maria Helena Marcon, coordenou o Seminário geral, abordando o tema: “O Livro dos Espíritos: os pilares da ação espírita (harmonia, homogeneidade, coesão)”.

Das impressões causadas e registradas a respeito da publicação de O Livro dos Espíritos pelo jornalista G. du Chalard² e pelo Abade Leçanu, às observações sobre o convívio dos frequentadores no Centro Espírita formando uma grande família, uma equipe de Espíritos afins, Malena conduziu todos à reflexão dos compromissos como trabalhadores espíritas, a fim de que “estudemos, portanto, a Doutrina para vivê-la; conheçamos a Doutrina para ensiná-la, realizando o serviço que nos cabe.”³

Às 10h15 os trabalhadores dividiram-se, dirigindo-se aos Seminários Setoriais.

Com o tema “Administrando com harmonia”, Luiz Henrique da Silva e Francisco Ferraz Batista coordenaram o Seminário da Área Administrativa/Institucional, trazendo apontamentos e necessidades importantes em relação à estrutura organizacional do Centro Espírita em seus aspectos institucionais, legais, fiscais, funcionais e doutrinários.

Maria Helena Marcon coordenou o estudo da Área Doutrinária/Difusão com o tema “Conhecer Kardec para viver como espírita”, destacando as recomendações do Codificador aos espíritas de todos os tempos. Os cuidados de não misturar as utopias com as verdades, o uso do controle da razão e da universalidade do ensino dos Espíritos, a prudência nas publicações, apresentadas como ferramentas para manter a unidade da Doutrina e a propagação do Consolador Prometido. Enfim, ressaltando a importância de conhecermos O Livro dos Espíritos, a Doutrina Espírita: “Lede O Livro dos Espíritos; isso vos tornará mais fortes. Estudai-o; ele vos tornará melhores” (G. du Chalard), Malena destaca a necessidade de entendermos Kardec e alcançarmos o mérito de viver como espíritas-cristãos, praticando a moral espírita e lhe aceitando todas as conseqüências.

Os participantes da Área de Infância e Juventude, com a coordenação de Tatyanna Braga de Moraes, refletiram sobre o tema “Evangelização: desafio de todos, somatório de esforços”, que teve como objetivo avaliar a tarefa de evangelização na Casa Espírita e na região, incentivar e motivar a busca de soluções para problemas e superar dificuldades.

Um importante momento aos tarefeiros “convidados para lavrar a terra virgem do coração infantil”, que puderam ao final recordar o convite do Cristo nas palavras de Bezerra de Menezes: “Ide, pois, heróis da Era Nova, erguendo o estandarte da paz, lutando com as armas da educação e do amor: educação que equilibra, que redescobre os valores da inteligência e do sentimento, e amor que fala ao infinito!”.

A estruturação do trabalho e o perfil do trabalhador do Serviço Assistencial Espírita foram os temas de estudo nessa área, coordenada por Marco Antônio Negrão, com o tema: “Caridade… que buscais?”, partindo dos esclarecimentos iniciais sobre a visão Espírita do conceito da caridade e da prova/expiação da pobreza. Esclarecimentos e orientações para que os trabalhadores possam melhor conduzir-se nessa tarefa de servir.

As atividades do evento encerraram-se às 12h30, no entanto, os abraços e a alegria deste grande reencontro estenderam-se.

Amparados nos recursos salutares trazidos pela Federação Espírita do Paraná, aos trabalhadores e dirigentes espíritas da Inter-Regional Oeste, cabe então, a tarefa de lançar as sementes;“talvez não germinem imediatamente; talvez não recolhereis os frutos; talvez mesmo tenhais de sofrer em vosso labor, mas pensai que não se prepara uma terra sem trabalho e ficai certos de que, mais cedo ou mais tarde, o que tiverdes semeado frutificará.”4

 

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¹  Citado por José Virgílio Góes.

²  Jornal Mundo Espírita de junho/2007 –  pág. 9.

³ Francisco Spinelli – Divaldo Pereira Franco – Sementeira da fraternidade – cap. 2.

4 Allan Kardec. Revista Espírita, julho de 1866.

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