Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

Ao público presente na X Conferência Estadual Espírita

março/2008

O tema “Os Sinais de Deus na Criação”, que norteará a Conferência, comemora os 140 anos de “A Gênese – Os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo”.

Por essa razão, nesses momentos de confraternização e estudo, a  Federação Espírita do Paraná sente-se no dever de dirigir algumas palavras aos estimados irmãos presentes em tão expressivo evento.

“A Gênese”, como é tradicionalmente conhecida, foi publicada em 6 de janeiro de 1868, em Paris, França, conforme anunciado pelo próprio Allan Kardec na “Revista Espírita” do mesmo mês e ano.

Sob o peso de extremas dificuldades materiais, como se pode conceber, e sentindo as dores iniciais da doença que o desencarnaria um ano e três meses depois, a 31 de março de 1869, o Codificador exultava, tomado de profunda alegria espiritual, por ver concluída a obra. Era o seu “canto do cisne”!

Como disse Camille Flammarion, a lâmina estava rompendo a bainha, “o bom senso encarnado” rompia os grilhões para o vôo livre da grande e vitoriosa alma que trouxe ao mundo o calor da verdade para derreter as algemas da ignorância que ainda hoje insistem em aprisionar nossa atormentada sociedade.

Em que pese passados quase um século e meio, sua atualidade impressiona e seu conteúdo deslumbra, comovendo os estudiosos de boa vontade.

Com sua serenidade apostolar e sua lógica imbatível, o Enviado do  Senhor afirma:

 “O Espiritismo realiza, como isso foi demonstrado (Cap. I, nº 30), todas as condições do Consolador prometido por Jesus. Não é uma doutrina individual, uma concepção humana; ninguém pode dizer-se seu criador. É o Espírito de Verdade. Ele não suprime nada do Evangelho: completa-o e o elucida; com a ajuda das novas leis que revela, unidas às da ciência, faz compreender o que era ininteligível, admitir a possibilidade daquilo que a incredulidade olhava como inadmissível. Ele teve seus precursores e seus profetas, que pressentiram a sua vinda. Pelo seu poder moralizador, prepara o reino do bem sobre a Terra.” (A Gênese, Cap. XVII, item 40)

Reverenciando a memória desse missionário notável, nos dobramos respeitosos ante a grandeza desse livro que encerraria a primeira etapa das formidáveis revelações que tanto nos consolam e redimem.

Nossas mentes, associadas nesses instantes, erguem-se ao Céu, para agradecer a dádiva divina da Mensagem Prometida por Jesus, agora consolidada por Allan Kardec.

Unimos nossa vozes para cantar com  o  Espírito Amaral Ornellas:

 

Trouxeste, Allan Kardec, à longa noite humana
O Cristo em nova luz – revivescida aurora ! –
E onde estejas serás, eternamente afora
A verdade sublime em que o mundo se irmana.

Em teu verbo solar, a justiça se ufana
De aclarar, consolando o coração que chora,
A fé brilha, o bem salva, a estrada se aprimora
E a vida, além da morte, esplende soberana !…

Escuta a gratidão da Terra… Em toda parte,
A alma do povo freme e canta ao relembrar-te
A presença estelar e a serena vitória.

Gênio, serviste ! Herói, exterminaste as trevas !…
Recebe com Jesus, na glória a que te elevas,
Nosso preito de amor nos tributos da história.

 Homenagem a Allan Kardec
Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier

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