Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2020 Número 1634 Ano 88
Notícias das URES Envie para um amigo Imprimir

10ª URE

O Coordenadoria de Estudos prossegue atuando, à disposição das Uniões Regionais...

maio/2011

Em continuidade ao trabalho que vem sendo realizado junto às Uniões Regionais, em todo o Paraná, a equipe da coordenadoria de Estudos da Doutrina Espírita da FEP esteve em Cascavel, nos dias 8 de abril (sexta-feira, entre 20h e 22h30) e 9 de abril (sábado, entre 9h e 12h) para a realização da etapa 2B, que trata da Dinâmica dos Grupos e da aplicabilidade dos conceitos a ela relacionados.

A atividade foi iniciada com a apresentação de algumas das principais crenças ou premissas sobre as quais se assentam as convicções desse setor da FEP em torno dos grupos de estudos da Doutrina Espírita, tais como:

• Os grupos têm por objetivo auxiliar o progresso intelectual (saber como fazer, como aplicar os conceitos) e moral (aplicar e consolidar virtudes) dos seus membros;

•A autonomia é a base do progresso;

• A reflexão sobre a vivência é a maior fonte de informação relevante;

• O coordenador não tem autoridade absoluta, não tem todas as respostas e nem todas as virtudes;

• A função do coordenador não é a de depositário e transferidor de conhecimento;

• O grupo de estudos é a medula do Centro Espírita (ver fisiologia da medula no corpo);

• O único componente indispensável no grupo é: ter pessoas. Se não houver fixação e interesse das pessoas, não temos para quem fazer;

• Os grupos de estudo devem atuar em sistema;

• Os grupos de estudo devem ser pequenos;

• Crença no poder de cada um;

• As pessoas devem ser ativas e não passivas;

• O sucesso é resultado da construção colaborativa;

• O grupo reflete o seu líder.

Finalizou a primeira parte com as principais noções a respeito das fases de desenvolvimento dos grupos: inclusão, influenciação/controle, intimidade/abertura. São etapas pelas quais passam todos os grupos (familiar, profissional, social, de estudos doutrinários, de atividades doutrinárias, etc.) e quanto mais conscientes estamos dessas etapas, dos elementos que fazem parte dessas etapas, dos seus sintomas, mais rápida e eficientemente poderemos intervir para que os processos grupais sejam facilitados.

Durante a manhã de sábado, o coordenador do setor, Marcelo Garcia, reforçou alguns dos conceitos da Dinâmica dos Grupos (como ciência que estuda todos os fenômenos que ocorrem na intimidade dos agrupamentos) e explorou junto com os participantes (em torno de 50 coordenadores da região de Cascavel) a aplicabilidade nas situações práticas do Centro Espírita.

Vale ressaltar que todo esse esforço de reflexão está assentado em grandes desafios, dentre os quais destacamos: necessidade de redução das evasões das pessoas; importância fundamental de gerarmos encantamento naquele que chega; minimização das situações que produzam ruptura nas relações interpessoais e, por conseguinte, na Casa Espírita, além da imperiosa necessidade de ensejarmos o surgimento de trabalhadores, de pessoas ativas para a difusão do Espiritismo.

Foram momentos permeados de riqueza, sobretudo em função do contato com trabalhadores de uma região onde o Movimento Espírita é pujante, intenso, com instituições muito sérias, dedicadas à difusão do Espiritismo e à formação de pessoas de bem.

Merece comentário, mais uma vez, o acolhimento extraordinário e carinhoso do presidente da 10ª URE, Nolimar Ghidini, de sua esposa Roseli, do vice-presidente Claudemir Desto e de sua esposa Zuilma, que abriram as portas de suas residências para nos receberem de maneira muito especial e conosco permaneceram até o momento de nossa despedida, no início da tarde de sábado, rumo a União da Vitória, a fim de encontrarmos os demais membros da Direx-FEP, bem assim os amigos da referida cidade, de Guarapuava e de Cruz Machado, que compõem a Inter-Regional Centro.

Vale destacar, ainda, a presença do presidente da 17ª URE, Ademir Bebber, na noite de sexta-feira, presenteando-nos com seu abraço de valoroso trabalhador e valorizando ainda mais este evento da 10ª URE, mostrando que o processo de unificação se constrói com a convivência, com a presença pessoal de cada um de nós que compomos o Movimento Espírita.

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